domingo, 14 de fevereiro de 2010



Não sei por que inconsciência vã meu queixo descaiu ao cruzar do nosso olhar. Apenas sei que me atraíste, atraíste-me como se fossemos pólos opostos de um íman e se tivesse criado na nossa distância um magnetismo que me deixou cativa desse mar profundo em teus olhos.


Mas deixei-te ir, não dando importância à melodia do meu coração.


Passaram-se dias até entender que aquela fria quarta-feira onde o frio não se notou, não foi como as outras quartas-feiras num café caiado a esperança. Foi mais.


Entendi-o ao encontrar o teu sorriso perseguindo-me a cada passo, ao sentir o sussurro da tua grave voz caminhando sobre meu pescoço. Entendi-o ao tentar arrancar-te do pensamento, e tu sem quereres sair por um instante. Foi mais.




Mas que mais? Quem és tu? Conhecemo-nos?