quarta-feira, 10 de junho de 2009

Sou. Serei?

Hoje estou com vontade de escrever mas não tenho uma ideia definida. Só sei que ainda há coisa de dois minutos estava a estudar química e uma vontade louca tomou conta de mim. Vontade de me exprimir – não muito bem mas lá vontade tenho.
Acabei de pôr os livros de lado. Vou, agora, lançar mais umas frases soltas como pequenas pinceladas do meu quadro.
Se no final sairá algo possível de se apreciar? Não sei. Duvido. Mas vou deixar-me envolver nas palavras e seguir por estas linhas do meu caderno até que a minha vontade por fim, simplesmente... desvaneça.




Tenho vontade de falar de arte, de falar de mim. De falar de arte envolta em mim.

Tenho vontade de falar de como a música sempre me fascinou e como desde cedo me entristeceu as minhas cordas vocais não serem o instrumento perfeito da minha alma...

Tenho ainda mais vontade de falar do prazer que me dá colocar a mala às costas, pegar na minha máquina fotográfica e ir. Ir para onde? Não sei. Ir... Simplesmente ir, deixar-me levar.
É isso que me dá mais gozo: ir atrás do desconhecido. Que parvoíce? Não, nada disso! Este desconhecido não me mete medo, pelo contrário, dá-me uma incrível sensação de liberdade e por instantes sinto-me grande, grande, tão grande! Sinto-me superior a tudo. Sinto-me superior ao supremo.

Quase ninguém entende esta superioridade. E eu não vos conseguirei explicar o inexplicável. Mas não vou deixar de vos dizer o que sinto, o que sou...
Eu quando estou com a minha objectiva a punho não sou a simples rapariga apaixonada pela arte.
Sou antes a rapariga que transborda emoções, que tem a capacidade de imortalizar todos os sentidos numa única imagem. A rapariga que tem um olhar humano, estético e plástico. A rapariga que sente. A rapariga que quer amar. A rapariga que ama.
E quando tenho a objectiva na mão... quando tenho a objectiva na mão sou tudo isso. Sou alta, sabem? Sou do tamanho da minha alma, de toda a minha paixão. Sou elevada. Sou excessiva. Sou extraordinária. Sou profunda. Sou forte. Sou superior, insigne. Nobre, ilustre. Sou o mar largo, o céu, o horizonte. Sou.


E vou ficar aqui. Sensível. Exposta ao teu brilho para que me atravesses com a tua luz e me fixes, imortalizando-me.
Um dia pegarás eu mim – película, filme, flexível, transparente, coberta de sais de prata, sensível à luz, sensível a ti – e revelar-me-ás. Escolherás se me queres monocromática e pertencente ao teu passado ou se me preferes colorida e cheia de vida. Serei?

2 comentários:

  1. Ja' li o teu site =)

    Ta' TAO giro *_*

    E' apaixonante confesso =$

    PS: como metes um video do youtube aqui no blog ?

    Beijinhoz ja c saudades =)

    Bgada por TUDO, por aqele abraço naqele momento complicado (...) por cada sorriso amigo i carinhoso qe me deste i proporcionaste =)

    simplesmente obrigada =)

    ResponderEliminar
  2. eu não consigo ver tudo :S
    não vejo nem o cabeçalho nem o diário grafico todo :(

    mas vou tentar arranjar o dreamwever para fazer umas alteraçoes :D


    lembras-te daquele codigo que copiei e tentei por no teu site? aqui dá. (:


    tambem tenho saudades, pequena, estamos habituadas a estar o dia todo juntas e normal... mas tu nem penses que te ves livre de mim!


    e não tens nada por que agradecer, queria poder ter feito muito muito mais. mas fica a saber que estou por cá para o que der e vier, mesmo! :D


    beijinho grandee *

    ResponderEliminar