Agora, deitada na suavidade do leito por nós derrotado, relembro de como somos mágicos.
Sim, nós somos mágicos. Juntos transformamos a dor em conforto, a tristeza em salpicos de riso, a saudade num beijo. Somos mágicos.
Sim, é mágico sentir-te tão perto sem te ter aqui realmente. Sim, deitada no nosso leito, magicando, consigo sentir-te.
A tua essência enlaçou-se à almofada que apoia minha cabeça. Ao cheira-la sinto-te aqui, de novo, deitado a meu lado. Ao ouvir o Ville recordo as palavras sussurradas ao ouvido. O arrepio. Quente. Frio.
Parece que sinto o teu toque, o teu coração junto ao meu num abraço que me prende cativa. Sinto-te. Sinto-me. Sinto-nos. Sinto-me cravar meus dedos em tuas costas para que nunca me deixes, para que fiquemos sempre assim, num só.
Oiço-te. Oiço o teu riso após a ponta da minha unha ter percorrido o teu peito. Oiço-te dizer que me queres, que me amas…
Olho-te nos olhos. Tu olhas-me daquele jeito que me faz perguntar o que sempre prevês que pergunte e eu tanto faço por tentar não perguntar. Mas sempre que pergunto oiço mais uma gargalhada que me derrete. Agora que te sonho, não pergunto. Respondo com mais um dos beijos que nos une.
Abro os olhos. É tudo memória. Queria ter magia suficiente para que não tivéssemos que fechar aquela porta com cada um de seu lado. Queria não ter que sentir o frio da tua ausência.
Queria que a magia não fosse truques de ilusionismo; que sentir o teu cheiro, o teu toque, o teu beijo, significasse que aqui estás e não que acabaste de sair.
Queria que a magia que se sente sempre que o nosso olhar se cruza e os lugares fantásticos onde vamos a cada abraço fizessem de nós mágicos capazes de parar o tempo e ficar assim… sempre.
escreves tão bem :o, se quiseres passa por aqui: www.diogocalado.blogspot.com
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